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Data: 07/07/2007

Título: Campos de golfe, Caldas de Monchique

Notícias:
Em recente reunião da autarquia, o vereador permanente Carlos Henrique Alves revelou que a área de aptidão turística das Caldas de Monchique previa “três campos de golfe de montanha, 65 moradias e um hotel.” E adiantou que o objectivo é fazer com que, em termos turísticos, a zona se transforme num “pólo importante na região.” O autarca defendeu ainda que este é o melhor momento para estabelecer as regras urbanísticas, dado que já se encontra concluído o novo Plano de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL), frisando que o mesmo se revela “muito mais generoso do que o anterior.” Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), disse ao CM que as Caldas apresentam um grande potencial, dado que “permitem aliar as vertentes de lazer, ambiental e de saúde.” Quanto à construção de campos de golfe, o dirigente associativo considerou que não terá impactos ambientais negativos: “Se se trocar eucaliptos por relva, a natureza fica a ganhar.” E adiantou que “os campos podem funcionar como corta-fogos.” 2500 CAMAS O novo PROTAL estabelece, além das Caldas, duas outras áreas de aptidão turística para o concelho de Monchique: a Picota (a 774 metros de altitude) e a Fóia – o ponto mais alto do Algarve, situado a 902 metros do nível do mar. De acordo com o Plano Director Municipal (PDM), o número total de camas turísticas previsto para os referidos núcleos de desenvolvimento turístico é de 2500. O documento pormenoriza que área das Caldas de Monchique poderá chegar às 1000 camas, a Fóia às 800 e a Picota às 700. O PDM define critérios de salvaguarda ambiental e de valorização paisagística que terão de ser cumpridos, limitando o volume de construção. Preconiza, por outro lado, a necessidade de cada empreendimento, conjunto ou aldeamento turístico não possuir uma área de intervenção inferior a 25 hectares.


 
 

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